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A notícia é boa. Cientistas brasileiros, liderados pelos pesquisadores Luiz Francisco Pianowski, do Kyolab, e Amílcar Tanuri, da UFRJ, avançaram nos testes sobre os potenciais da erva amazônica Avelós (Euphorbia tirucalli L) no combate ao câncer e HIV. Essa é possivelmente a primeira vez que o Brasil submete um medicamento dessa natureza, obtido em solo nacional, aos rigorosos testes médicos para aprovação de uma nova droga, e os resultados obtidos foram promissores.

Para dar andamento à pesquisa do princípio ativo AM12, voltado ao combate ao HIV, foram feitos testes em Bourdeax, na França, em peixes (zebrafish), para verificação dos índices de toxicidade do princípio ativo em análise. Como era esperado, a dosagem eficaz é bem inferior à dosagem tóxica, permitindo avenço da pesquisa. Nessa semana, a equipe iniciou a fase de testes em macacos, uma das últimas fases antes do teste em humanos.

O princípio ativo AM10 é estudo para combate a diversos tipos de câncer e já está sendo testado com sucesso em humanos. O próximo passo é diversificar as características dos pacientes que receberão o teste, para aumentar o escopo da pesquisa. O produto em questão induz a uma maior apoptose (uma espécie de “suicídio celular”).

Sobre a pesquisa do AM12 – combate ao HIV: Pianowski explica que sua equipe testa os efeitos de um fitofármaco (substância ativa isolada de plantas) inédito nas células que contém vírus HIV latentes, maior desafio atual da medicina no combate à doença. “Consideramos que a persistência de células infectadas de forma latente é a principal barreira à cura da infecção pelo HIV – hoje, consegue-se combater os vírus quando eles saem da célula infectada por multipicação, mas não os que continuam dentro das latentes (como parte integrante do cromossomo), ou seja, sempre permanece no organismo uma espécie de ‘reservatório’ do vírus nas células latentes, o que garante que a doença continue existindo naquele organismo. A expectativa é que o AM12, como chamamos nosso ativo, consiga agir exatamente nessas células latentes”, aponta.

A proposta, segundo ele, é ativar o vírus latente apenas o suficiente para que seja possível destruí-lo (shock and kill). Nas duas primeiras fases da pesquisa, a equipe obteve sucesso em reativar os vírus latentes de HIV-1 em diferentes concentrações, sem apresentar fatores de citotoxicidade.

A etapa que tem início agora passa dos testes in vitro para in vivo, primeiramente em modelos animais (infectados por SIV).

“Nosso objetivo final é chegar a uma molécula que ative os reservatórios latentes do HIV, que em conjunto com a terapia antiviral posa levar à extinção de todo reservatório capaz de replicar e re-infectar o indivíduo. Esse feito pode levar o paciente HIV positivo a parar a medicação e ficar com sistema imune em boas condições ou, no melhor dos cenário , não necessitar mais de terapia antiviral”, complementa Pianowski, explicando que “ainda há muito a ser feito, mas estamos trilhando um caminho de sucesso”.

Sobre a pesquisa do AM10 – contra câncer - O produto em questão induz a uma maior apoptose (uma espécie de “suicídio celular”). Ele age na fase de multiplicação celular induzindo a célula cancerígena à apoptose. Passada a fase pré-clínica, onde se observou a ação e mecanismos, foram realizados testes toxicológicos em duas espécies de animais: ratos e cães. Terminada esta fase, iniciaram-se os testes em humanos.

Sobre a Kyolab

A Kyolab (outrora Pianowski & Pianowski Ltda.) é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de produtos farmacêuticos e cosméticos, com expertise em fitomedicamentos. Produz e padroniza extratos vegetais, isola e identifica substâncias ativas. Luiz Francisco Pianowski teve participação como inventor em 25 patentes depositadas de produtos que estão no mercado, como: Acheflan, Giamebil, Prostokos , Sintocalmy, Imunoglucan, Kronel etc, etc. A Pianowski & Pianowski e a Kyolab somam nove anos de atuação no mercado.

Abril/2012

Informações para a imprensa:

Fonte Comunicação

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